Além de substanciar o ensino do Vedanta Advaita tradicional, a partir da sua vivência da Não-dualidade Sesha atualizou os conceitos do Advaita, segundo o desenvolvimento mental, científico e cultural da nossos dias.
Como conseqüência, podemos afirmar que sua mais valiosa contribuição até hoje, foi enunciar a Realidade Absoluta Não-dual a partir dos parâmetros científicos atuais como os da física quântica. Esta perspectiva inovadora, encontra-se explicada de forma mais completa em sua maior obra “Os campos de Cognição” . Através de uma descrição muito sucinta, Sesha demonstra uma teoria unificada que por fim é valida universalmente para todos os âmbitos do Ser e do Conhecimento, seja no mundo interno e ideal dos processos psíquicos, como do mundo externo ou material e dos processos físicos; seja o âmbito mundano da vida e da morte como dos diversos planos sutis de onde surge toda manifestação.
Sesha chega a essa teoria surpreendente através de uma exposição simples e obvia, porem inédita e genial: o que a Consciência conhece pode ser tratado exclusivamente como Informação. Assim, temos que o que há é Consciência e há Informação; e isso é tudo o que existe.
Entretanto, sob uma percepção Não-dual da realidade conclui-se que a Consciência é não-diferente da Informação. Ou que a Informação é não-diferente da Consciência.
Partindo dessa premissa simples, Sesha estabelece e desenvolve em seu livro “ Os campos de cognição” uma visão universal da origem e processos destes campos de cognição. Expõe de que modo se apresentam e como se interrelacionam Consciência e Informação, estabelecendo cinco modalidades de campos que se encontram respectivamente associados a cinco estados de consciência, ou tipos de percepção ( sonho, pensamento, observação concentração e meditação) e definindo as propriedades e grandes leis comuns a tais modalidades.
Uma delas é um campo fechado de cognição que tem a peculiaridade de que a informação aparece diferenciada entre si, e ao mesmo tempo, diferenciada da consciência que a percebe. Tal modalidade está associada ao estado de consciência denominado pensamento ou estado de vigília, e que constitui o que em geral denominamos “realidade”. Se bem que esta realidade não é a Realidade absoluta ou “Realidade-em-si”, e sim, somente uma percepção “relativamente real” como um dos diversos modos em que a Consciência percebe a Informação e que constitui a realidade pensada.
Quando as obras de Sesha cheguem a ser suficientemente conhecidas e assimiladas pela mente do mundo, serão um marco na teoria do conhecimento. A transformação decorrente será radical em todos os âmbitos, incluindo a concepção que temos do mundo e de nos mesmos. Hoje, entretanto, são obras somente ao alcance de algumas mentes mais abertas e despertas, não por serem textos muito complexos, e sim porque introduzem um novo paradigma ainda não assimilado pela mentalidade vigente. Entretanto, parece que este é o tempo apropriado para que esse novo paradigma apareça.
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